terça-feira, 30 de dezembro de 2014

Anagapesis

Este ano cresci, amadureci, e ainda assim é impressionante como todos os textos que escrevi têm um toque de ti.
A promessa de não escrever sobre ti é impossível de cumprir por uma razão muito simples:
      Porque te amei.
      Porque, junto com tantas outras pessoas, és parte da minha história.
      Porque és parte de mim.
      E porque te encontro em todas as páginas do meu caderno...

Graças a ti perdi a fé no amor. Lutei com os meus lobos e os meus demónios. Encarei os meus erros e mandei-os à merda.
Também graças a ti aprendi que se não posso ser o poeta, então vou ser o poema.
Agradeço também por me mostrares que depois da tempestade vem a bonança, e pelo desprezo:
      tão sofrido,
      e tão educativo...
Quis-te pelo que és, mas quis-te ainda mais pelo que me fazias sentir...


Mas não te preocupes continuarás a ser parte do meu caderno, eu não arranco páginas;
E vou continuar a ter o teu desenho pregado na porta do meu quarto, pois é lá que guardo as minhas memórias;
E foste das melhores memórias deste ano, e por isso te digo: Feliz ano novo...

... mas não vais passar disso...

... de uma boa memória...


Amando-te eternamente até ontem









segunda-feira, 15 de dezembro de 2014

É uma questão de prazer...

Vem... Junta o teu corpo ao meu e deixa-me aquecer-te que as noites estão frias. e vamos dormir juntos, ou nem dormir de todo, ou vamos foder...
Não vamos fazer algo tão intimo como fazer amor, mas também não vamos fazer o banal "sexo", vamos foder, pelo simples prazer de o fazer.
Deixa-me ver esse templo que é o teu corpo e deixa-me ser o seu salteador, apaixona-te por mim por meros minutos, tal como eu tenho feito todos os minutos por ti, desde à muito tempo...
Pode parecer um pedido arriscado, mas se eu não disser o que me vai na cabeça que merda é que ando aqui a fazer?
Sim quero foder contigo, quero que sejas puta por uma noite, só para mim, para que possamos beneficiar os dois.
Faz-me sentir sujo, leva-me à Lua e traz-me de volta em segundos como eu sei que só tu és capaz de fazer e no fim...

... olha-me nos olhos, e vai te embora porque no fim de contas...

... para ti é tudo uma questão de prazer... 







domingo, 14 de dezembro de 2014

Vontade por: Pedro Chagas Freitas

Sim é ele. Pedro Chagas Freitas, autor de livros como "Prometo Falhar", "In Sexus Veritas" e "Eu Sou Deus". É também o homem que tive o prazer de ouvir no passado dia 12, um homem que ouviu e se fez ouvir, que apelou à criatividade de cada um e que de certeza tocou no escritor existente em cada pessoa presente naquele auditório.

No final, Pedro disse-me: "Diz me uma palavra".
Eu respondi "Vontade".

"André:

Vontade de fazer do Mundo o que lhe apetecer:
Tenha- a sempre em si, todos os dias.

Aqui fica
Um abraço forte
do Pedro Chagas Freitas.

                                                         Estremoz, 12/12/2014"






Obrigado Pedro, pelo seu trabalho ser uma das razões pelo qual eu tenho vontade de escrever.

"É por causa daqueles que vivem na Lua - só por eles - que vale a pena viver na Terra."
- Pedro Chagas Freitas

domingo, 30 de novembro de 2014

A discografia do meu ano




Sento-me à lareira, no escuro da minha sala e ouço o álbum dos Lumineers, e lembro-me de tudo: do que já passou, do que se está a passar, do que se vai passando, do que passou e nem dei conta, do que passa e desejava que não passasse e do que irá passar.










E mudo de álbum e ao som do Vance Joy recordo os bons momentos, as brincadeiras, o verão, os beijos, as tardadas, a cadeia, as novas experiências e enquanto desafino o refrão de "Riptide" lembro-me do quanto ri, do quanto sorri, daquela que foi "a mais parecida à Michelle Pfeiffer que alguma vez vi", dos meus amigos e conhecidos, daqueles com quem fui feliz e do quão feliz fui... e troco de álbum...








...Bon Iver - For Emma Forever Ago - e aí aparecem as coisas tristes, as desilusões, as mentiras, os corações partidos, os momentos de solidão, a mágoa, a saudade e as causas perdidas e aí apercebo-me de uma coisa...












... o álbum do Vance Joy é maior que o dos Bon Iver...


sexta-feira, 21 de novembro de 2014

O brilho nos olhos

Olhei... E lá estava ele... um brilho que há tanto tempo não via. Já tinha saudades desse brilho, e olhei, e apreciei, e admirei o máximo que pude, e lá estava ele... pequeno, intenso e enganador, daquele tipo de brilho que só se vê quando se observa com atenção. E cometi um erro...

... desviei o olhar...

... e ele desapareceu...


... para outro sitio talvez, talvez para os olhos de uma criança recém-nascida, ou nos olhos de um velho à espera da morte, ou de um apaixonado impaciente e cínico, de uma mãe ou de um pai.

Só sei que esse brilho é o mais bonito de todos e deixei de o ver.

O brilho nos olhos é injusto e ingrato, mas é tão bom.  















segunda-feira, 17 de novembro de 2014

A um amigo...

Amigo...
Tu que sabes. Sabes o que? Tudo.
Ou pelo menos quase. Tu que és dono de uma frontalidade inquestionável e uma mentalidade sem igual, sabes o que se vai passando, comigo, contigo...
Sofres, apesar de o saberes esconder melhor que eu, desde putas desarmadas que atiram palavras ao vento até ao não te conformares com a luta inevitável contra o esquecimento.
Mas também animas, numa felicidade constante e contagiante, numa energia que dava para a electrificar a cadeira eléctrica em que metes as coisas tristes da tua vida, sempre disposto a puxar a alavanca.
Tu és o riso num funeral, brilhas de maneira diferente e tens o potencial para brilhar ainda mais.
Aproveita o que és e eu asseguro-te que serás enorme.
Puto, a partir daqui é sempre a subir...



sábado, 8 de novembro de 2014

A minha vida é uma peça de teatro e eu recuso-me a ser figurante

Podemos todos concordar que somos alguém certo? E podemos todos concordar que por vezes não nos sentimos ninguém... ser ninguém... tornei-me muito familiar com essa sensação.
Por vezes vou-me deitar a pensar na minha importância e a maior parte das vezes chego à conclusão que sou um miúdo... sou um miúdo ingénuo, inconsciente e irresponsável, um aspirante a pseudo-escritor que só se sabe queixar, uma criança neste mundo de adultos, alguém que se apega demais e no final se torna dispensável, um louco apaixonado numa cidade que nunca dorme e milhares de oportunidades, oportunidades que apenas um louco não aproveitaria...
Mas eu gosto...
Gosto de ser louco e apaixonado, gosto de escrever mesmo que saia uma merda, gosto de ser esta criança grande que vê bondade em toda a gente, e adoro ser um inconsciente e ingénuo que se atira de cabeça mesmo que isso apenas lhe proporcione alguns segundos de prazer (segundos esses que por vezes valem uma vida).
Eu tenho, por obrigação, de gostar de mim, porque eu sou a única pessoa no mundo com quem posso contar a 100% e sou também a única que vai estar comigo em todos os momentos da minha vida (bela companhia...).
Eu não sou o amor da minha vida, até porque costumo pôr as pessoas de quem gosto à frente de mim próprio (um principio muito bonito, mas estúpido e nunca reciproco).
Mas gosto de mim, apesar de não ser a pessoa mais bem-parecida à face da Terra, nem a mais engraçada, nem a mais interessante (nem a mais fácil de aturar). A minha vida é uma peça de teatro e eu gosto de olhar a plateia nos olhos e ser eu próprio, gosto de ser parte da peça de outros por mais pequeno que seja o meu papel, gosto de ver o que me espera quando a cortina se levanta e acima de tudo gosto de ser parte do meu futuro porque nesse, ninguém me tira o papel principal.















sexta-feira, 7 de novembro de 2014

Carta a um amor hipócrita

Sim venho escrever outra vez sobre ti... que remédio? Não consigo escrever sobre mais nada...
Tornaste-te um hábito mais que uma expectativa, e eu... eu tornei-me num louco mais que um apaixonado.
Cometeste erros tal como eu o fiz, e eu, aos olhos de muitos, tenho 1001 razões para não te dirigir a palavra, mas no entanto sempre o fiz, continuei a dizer-te um simpático "bom dia" com um sorriso nos lábios, um brilho nos olhos e um aperto no estômago, daqueles que só se tem quando se ama, como amigo, como amante, como confidente e, acima de tudo, como pessoa.
Tu eras um ser perfeito em todas as tuas imperfeições, imperfeições essas que, a meus olhos, eram invisíveis.
Esforcei-me para te dar o que pude, tudo o que pediste... e tudo o que te pedi de volta foi uma permissão para te fazer feliz, e fico feliz por dizer que me deste muito mais que isso, e no fim de contas espero que tenhas aproveitado, porque eu tentei fazê-lo.
Mas não funcionou e eu acredito (para bem da minha dignidade) que tenhas tentado, e a culpa nem foi tua, nem minha, nem das estrelas, agora o que me interessa atribuir culpa depois da merda estar feita?
Apercebi-me logo de inicio que enquanto pairasses no meu pensamento nunca iria ter paz... mas cheguei à conclusão que não quero paz, quero amar, quero que me partam o coração, quero contacto físico, quero ligação emocional, quero experiências e quero o mundo, mesmo que ele não me queira a mim.
Dito isto quero dizer-te meu amor que esta é a ultima vez que te escrevo.
Apesar de poderes contar comigo para o que quiseres eu não vou tentar algo improvável e recuso-me a ser triste por isso até porque a vida é muito mais que isso.
Eu não te vou fechar uma porta, vou abrir outra para mim.
Mas também não te vou procurar, porque sei que se te procurar vou te encontrar debaixo dos lençóis, do lado certo, da cama errada...

quinta-feira, 30 de outubro de 2014

Fui o que para ti?

Eu sou apenas mais um miúdo ingénuo que se queixa ao mundo, quando devia ser o mundo a queixar-se da minha existência pequena e praticamente insignificante. Um miúdo que não cumpre coisas que não quer cumprir visto que da ultima vez que escrevi aqui disse que estava na altura de seguir em frente... mas (e, infelizmente, há sempre um mas) cheguei à conclusão que apenas posso seguir em frente quando eu quiser fazê-lo, e eu não quero.
Quero chegar à noite todos os dias e esboçar um sorriso (ou verter uma lágrima dependendo do estado de espírito) com uma recordação tua, dormir com a tua imagem na cabeça e acordar e primeira a fazer é ver os SMS com a expectativa estúpida e irreal de ter uma mensagem tua.
Eu sou estúpido, humano (palavras essas que são quase sinónimos) sou um romântico (uma espécie em extinção) ou lamechas se preferires e uma característica também determinante do meu ser é o facto de não ser de aço e como tal não sou imune a sentimentos como tu já sabias.
Depois de tudo o que aconteceu, de te teres refugiado nos braços de alguém que não te amava, de teres voltado a caír no vício que já antes te conhecer bem tinhas prometido deixar, as dúvidas aparecem, e a maior de todas...
Fui o que? Eu digo-te o que gostava de ter sido. Alguém que esteve na tua vida e a mudou de alguma forma, para melhor, para pior, não interessa, gostava de te ter moldado da mesma forma que me moldaste.
Sim moldaste-me sabias?
Fizeste-me sentir alguém, fizeste-me sentir confiante, fizeste-me sentir seguro comigo e contigo.
E depois descobri algo... que mentiste com todos os dentes que tinhas, que o que eu sentia era reciproco e aí uma dúvida instalou-se na minha cabeça, o que fui eu para ti?
A minha aposta é que fui apenas uma distração daquele que realmente te ocupava o pensamento e o coração, fui o "menor de dois males" e agora pergunto-te, em quem pensavas quando estavámos juntos? Em mim? Ou nele?
Ou fui uma diversão, alguém que aproveitaste para atenuar uma dor que já existia mas que não conseguias apagar. Um simples copo de água que te providenciou um conforto temporário num incêndio muito maior?
De qualquer forma o amor é teimoso e a cada dia que passa tenho mais pena de te amar, mas é a ti...
Já à algum tempo que o é e suspeita-me que durante algum tempo o vai ser.
"O oposto do amor é a indiferença"e é impossível seres me indiferente.
As mulheres são complicadas de natureza, mas não sei, parece que tu em especial és diferente, és teimosa, complicada e por vezes até cínica e egoísta e talvez seja essa diferença que te torna tão atraente, talvez seja por isso que a tua presença imponente me faz sentir tão leve.
Talvez eu esteja a exagerar e aos olhos de outros homens sejas apenas uma "carinha bonita" com um corpo escultural e não diferente das outras.
Mas para mim serás sempre aquela a quem tentei dar tudo, mas eu para ti não sei quem sou e isso está me a matar.









Pelos vistos não és só tu a granada pronta a explodir.

domingo, 21 de setembro de 2014

Não precisa de titulo

Não vou referir o teu nome por duas razões.
1- A maior parte das pessoas sabe a quem me refiro;
2- Para manter a descrição que tantas vezes me pediste.
Eu disse-te por mais que uma vez que podiamos ter escrito um romance, daqueles deprimentes de fazer concorrência ao Nicholas Sparks. E um que só por te ter a tí como protagonista já é digno de ser best-seller.
Mas vou direto ao assunto, o objetivo disto é no fundo agradecer-te. Sabes que eu deprimo com facilidade e a maior parte das vezes para alguem me fazer feliz tem que se esforçar, eu quero agradecer te por fazeres isso sem esforço nenhum, um simples sorriso teu, umas palavras, um abraço ou a tua simples companhia (que significa tanto) são motivos para por um sorriso nos meus lábios.
Obrigado por me fazeres sentir único, por teres confiado, pelas palavras e momentos, e no fundo por me teres deixado fazer parte da tua vida.
Adorei todas as vezes em que te derreteste, em que pus um sorriso, em que te consolei. Tu própria disseste que fui incansável, apenas o fui porque "quem corre por gosto não cansa", e hoje voltava a correr os quilómetros que fossem precisos. Não por desespero, não pelas recordações, não pela esperança, mas por ti e porque tu mereces, porque tudo o que és, e por tudo o que já passaste e pela grande pessoa que te vais tornar.
Tu és aquela pessoa de que apenas me posso orgulhar pela forma que encaras a vida depois de tudo o que já viste e passaste, obrigada a crescer rápido, és preocupada, persistente e teimosa como o raio.
Apanhaste o essencial da infância mas sempre com a maturidade de uma mulher, dedicada a 100% a tudo o que faz.
E agora vais te embora, perseguir o teu futuro e feliz com alguém. Isso provoca me um misto de emoções variadas entre as quais desilusão comigo próprio e orgulho, mas acima de tudo felicidade por ver que estás a fazer o que sempre disseste que farias e persegues o que queres, bem acompanhada e feliz, apenas tenho pena que deixes fazer parte do meu dia-a-dia, fico triste por deixares de fazer parte da minha rotina, rotina essa do qual eras das poucas coisas que valia a pena.
Tu seguiste em frente, e é altura de eu fazer o mesmo, só me resta desejar te a maior das sortes, e lembrar-te que vou estar sempre aqui para o que precisares tataluga.
Adoro te miuda



quarta-feira, 10 de setembro de 2014

Hoje passei-me

Hoje passei me e vou mandar tudo à merda. Apetece-me. Quantas vezes não apetece dizer "olha vai à merda e não me chateies" mas não podemos porque não é "socialmente aceitável"?
Hoje é o dia, em que mando tudo aquilo que já me chateou à merda, só mesmo para tirar pesos de cima.
Tudo sem excepção, desde aquele professor atrasado que trata os alunos como se fossem animais, até aquele "chico-esperto" que gozou com a minha blusa no 5ºano.
Vão à merda, com todas a letras, vão e não voltem.
Tu que pensas que o mundo te deve alguma coisa, vai à merda; tu que achas que o Sol só te ilumina a ti, vai à merda; tu que prometes e não cumpres, vai com eles.
Por uma vez vou abdicar dos pensamentos profundos e deprimentes e mandar tudo à merda, só mesmo porque me apetece. Se eu não escrever o que me apetece qual é o objectivo de ter um blog?
Por isso olha vai à merda, a la merda, piss off, ok?

Às vezes o mundo pede que por um segundo o ignoremos e pensemos primeiro em nós próprios.




sábado, 6 de setembro de 2014

Escrevo isto ao estilo de carta, como tu fazes, para criar uma piada estúpida e irónica

Houve alturas em que desejei não te amar, e alturas em que pensei que já não o fazia.
Mas enganei-me e agora arrependo-me dessas alturas que apenas me fizeram amar-te mais, e que por mais que não queira, por mais que me tente enganar a mim mesmo e dizer que não, é a ti que amo. Porque descobri que amar é exactamente isso, pensar numa pessoa de forma diferente quase 24/7 e, apesar da mágoa e da desilusão, estar disposto a recebê-la de volta com o mesmo carinho e afecto de sempre.
Dizes que vais fechar uma caixa e não voltar a abrir, mas se ouve algo que eu percebi enquanto estivemos os dois foi que tu prometes muito e cumpres pouco e muitas vezes esqueces-te do impacto que tens e do tudo, tão grande, que és.
Tal como tu também pensei em grande, pensei que a certa altura ia acordar todos os dias a teu lado e que te ias entregar a mim da mesma forma que me entreguei a ti, e o que mais me incomoda é que eu pensei que eras realmente feliz e caso não tenhas percebido era só isso que interessava.
Mas decidiste ignorar alguém que te fez (espero) remotamente feliz e que te via como o ser mais perfeitamente imperfeito do mundo, para perseguir uma causa perdida e deixaste-me a fazer o mesmo.
Não espero que te arrependas, mas quero que o faças, isto sou eu no meu estado mais sincero, não porque tenho saudades tuas, mas nossas.
Esta era a altura em que eu diria com arrogância e talvez um pouco de egoísmo, "esquece que eu existo porque eu esqueci-te e não significaste nada", mas para além de ser arrogante e egoísta seria também mentira e vou aqui provar que fui a melhor pessoa e vou dizer a verdade.
Procura-me porque eu vou procurar-te.

It is a good life indeed...

Com amor




segunda-feira, 1 de setembro de 2014

"Eu não quero que o mundo me veja porque penso que não me vão compreender"

Para quem não sabe este é o inicio do refrão da música "Iris" da banda Goo Goo Dolls e quem diria que existe uma música que me inspira tanto como esta.
John (não sei escrever o apelido correctamente e sou muito preguiçoso para abrir outro separador e ir procurar) de certeza que não esperou que tanta gente o compreendesse, irónico não é?
Para mim esta música significa que por vezes tudo parece caído, não podemos mostrar a ninguém quem somos porque ninguém nos entende, e fazemos tudo para ter alguém que nos perceba, porque essa pessoa é "o mais perto do céu que alguma vez estarei".
E se for verdade? E se realmente ninguém me compreender?
É um pensamento assustador ninguém nos compreender, e ao mesmo tempo esperançoso porque o dharma é complicado e esse alguém pode estar ainda por aparecer, talvez já conheça esse alguém, talvez não.
É o que eu disse, esperançoso...
O meu mundo devido à minha forma de pensar, cai bastantes vezes e sei por experiência que é muito mais fácil levanta-lo com alguém do que sozinho.
Mas quando não se sabe quem é esse alguém tudo o que se pode fazer é começar sozinho, a iniciativa tem que partir de dentro, pode demorar mas a vida continua e quem sabe? Pode aparecer quando menos se espera.
"When everything is meant to be broken, I just want you to know who I am

2 frascos de aspirinas e uma dose de ti se faz favor...

Hoje decidi ser um lamechas e um nhonho e escrever a maior pirosice que já escrevi:
Descobri a essência do que chamamos amar. É dedicarmo-nos inteiramente a uma pessoa, é não conseguir pensar noutra pessoa dessa forma e sentir que a estamos a trair quando o fazemos. É acreditar acima de tudo, acreditar que é possível, estar sempre de braços abertos (apesar de tudo o que já possa ter acontecido) disposto a recebê-la de volta.
É desejar a sua companhia e ter a sua cumplicidade. Não é um simples estar apaixonado ou uma simples crush, nem um gostar ou um amo-te que se tornou banal.
Não existem palavras para descrever o amar. É amar-se apenas, amar às cegas, amar loucamente e querer que o sentimento seja reciproco.
É perceber que não vale a pena resistir, quando se ama alguém é só aquela pessoa e acabou. E pegando nas palavras de Miguel Esteves Cardoso: "Se confiamos no esquecimento para fazer passar esta dor, então não quero que pare de doer nunca!".
O amor é uma doença, para o qual não quero ser curado, porque quanto mais tento resistir mais forte ela fica e a única forma de a curar é dar-lhe o que ela quer.
Resumindo a única cura para a minha doença... és tu.
E como diz naquela música dos Ornatos:
"A cidade está deserta, e alguém escreveu o teu nome em toda a parte, nas casas; nos carros; nas pontes; nas ruas. Em todo o lado essa palavra repetida ao expoente da loucura, ora amarga, ora doce. Para nos lembrar que o amor é uma doença, quando nele julgamos ver a nossa cura."



Tu pertences a ti

Tu pertences a ti, pura e simplesmente sem rodeios e hesitações, não pertences aos teus pais, nem professores, nem patrões, nem governo, etc...
Tu pertences a ti e a ti unicamente.
És livre, tens ideais e o direito de os defender pacificamente e ninguém pode parar isso.
Levanta-te desse canto! Mostra a tua liberdade, mostra o que te agrada, diverte-te, aprende sem medo porque ninguém te pode privar disso, aproveita a liberdade, explora o mundo, a ti próprio e aos outros.
Ama, vive sem rancor nem vontade de vingança, defende o que acreditas mas não julgues os que pensam de forma diferente, faz o que desejas, cumpre sonhos e lembra-te se fores bom, moral, ambicioso (na medida certa) e acima de tudo se fores feliz, és imparável.
Existem consequências claro, mas apenas se saíres das legalidade ou da moralidade e ninguém precisa disso para ser feliz.
Não precisas de mudar a vida de muitas pessoas para seres lembrado e feliz, basta mudar a vida de forma positiva à pessoa certa e vais para sempre ser lembrado por ela e por todas as pessoas que apreciarem as tuas acções.
Resumindo e concluindo se conseguires fazer alguém feliz também tu serás mais feliz. Todos podemos ser felizes, só temos que encarar a vida dessa forma. E uma vida feliz é uma vida que vale a pena ser vivida.

Serei uma pedra?

Serei apenas mais uma pedra atirada ao rio? Com destino determinado a chegar à foz e a depositar-se no fundo do mar?
Ou será melhor assim, saber que se vai percorrer o rio até a foz, do que não saber?
Estar perdido no desconhecido sem saber o que vai
acontecer a seguir? Tão depressa ser uma pedra no rio ou um peão numa auto-estrada.
Ou ainda mais assustador, ser dono do destino. Ter responsabilidade sobre o que me vai acontecer, ser soberano do meu próprio mundo, saber que qualquer decisão que faça não pode alterar aquilo que era suposto acontecer porque, ao fazer essa decisão estou a criar o caminho que percorro.
Eu prefiro acreditar que as decisões que faço importam porque sem elas, quem sou?
Logo prefiro acreditar que realmente as minhas decisões contam para algo, elas que fazem de mim quem sou.
Mas por mais perdido que esteja é sempre bom saber onde estou.
Por isso, serei uma pedra? Sim sou uma pedra num rio enorme, mas não sou apenas mais uma, sou uma pedra única, diferente de todas. Num rio em que se escolher mal a direcção, posso ficar encalhado e nunca ver a linda paisagem da foz.
Mas também um rio cheio de oportunidades, momentos, paisagens, altos e baixos. Descer o rio é um desafio. E quem não gosta de um bom desafio?

domingo, 31 de agosto de 2014

"Enquanto houver ventos e mar, a gente não vai parar"

Este é um verso do refrão da música de Jorge Palma "A Gente Vai Continuar".
Esta música fala em não nos deixarmos ficar presos pelos acontecimentos e continuar em frente porque, como diz o ditado, "não é por morrer uma andorinha que acaba a primavera".
Oh Jorge! Pensava que sabias que não é assim tão fácil, tu bem dizes "a liberdade é uma maluca que sabe o quanto vale um beijo", a liberdade sabe mas pelos vistos tu não. Por vezes esse "beijo" é um obstáculo nesta estrada que todos percorremos, um obstáculo muito difícil de contornar. No entanto por vezes é a única coisa que nos impulsiona a continuar a andar.
Não sabe bem ficar preso, é mau sentirmos-nos um tigre numa jaula, é horrível não pensar em mais nada senão naquele "beijo", e pior não pensar como contornar esse obstáculo mas pensar no que faríamos se ele não estivesse ali.
Eu li uma analogia em que o autor comparava os problemas a gravações numa árvore (tipo daquelas que os casais fazem com uma navalha), devido à forma que as árvores crescem com o tempo essas gravações não vão subir nem descer da sua posição, não se vão desviar para a direita nem para a esquerda, não vão ficar maiores nem mais pequenas, podem eventualmente ficar até mais escuras, mas cabe-nos a nós decidir a importância dessas "gravações".
Por isso Jorge, não é fácil continuar a andar quando encontramos um "beijo" no nosso caminho, mas o melhor que temos a fazer é mesmo aproveitar o melhor que pudermos desse "beijo", tirar o tempo que for preciso e quando estivermos preparados, continuar em frente porque ainda há muita estrada a percorrer e quem sabe? Um dia aquele "beijo" a que chamámos obstáculo poderá mais tarde voltar a ser um impulso a continuar a andar.
"Chega até onde tu quiseres mas goza bem a tua rota"

Psicologia Inversa

Quando disse a alguém que era um "deprimido" (repito: não clinicamente), esse alguém disse-me: "tens tudo para ser feliz, estás na melhor altura da tua vida, tens que deixar de pensar assim, aproveita".
Sem querer começar uma discussão fui obrigado a responder a isto e dizer, "eu "deprimo" por escolha, assim quando vejo o lado negativo das coisas, o lado positivo impressiona-me e surpreende-me", e tenho que admitir que não esperava que a resposta que se seguiu fosse tão boa, "então vives o dia-a-dia sem apreciar as coisas pequenas à espera que as coisas grandes te impressionem", sim tens uma certa razão até ao ponto em que te esqueces que as coisas pequenas são as melhores e mais surpreendentes, exactamente por serem pequenas.
Nós não lhes damos muito valor nem esperamos muito delas dando lhes assim oportunidade de se superarem e impressionarem, muitas vezes por factos simples como apenas mostrarem-te, estás vivo!
Coisas banais desde o nascer do sol a um simples abraço a um amigo são coisas pequenas que me surpreendem sempre que acontecem e assim posso dizer, todos os dias me surpreendo pela positiva, pelo simples facto de ver as coisas pela negativa.
Claro que às vezes me desiludo como toda a gente, é um preço, outro preço de ver as coisas pela negativa é sempre as baixas expectativas (o que leva ao chamado "sofrimento por antecipação") e pouca auto-confiança e auto-estima, mas por vezes compensa se souber medi-las.
E as coisas grandes? Para mim são raras, não são inexistentes, mas são raras. Porque? Porque damos-lhe demasiadas expectativas, mas no entanto todos querem uma chama mas ninguém se quer queimar, então prefiro tratar quase as situações como pequenas de modo a deixá-las surpreender-me.
Pequenas coisas que vão desde o pôr-do-sol na praia até uma piada estúpida que ouvimos e que até achamos piada. Coisas como aquele livro que nos trouxe as lágrimas aos olhos, aquela banda de garagem que vimos no bar no outro dia e que até tinha uns sons fixes. Desde uma tarde com amigos a uma noite com aquela pessoa...
Então da próxima vez que me perguntares "Porque é que és assim triste?", eu respondo-te sem hesitações "Eu sou triste porque isso faz me ser feliz".

Chama-me Ginja, André Ginja

Primeiro como qualquer pessoa deveria vou apresentar-me. Chamo-me André Ginja e sou um rapaz normalissimo. Sou curioso, apaixonado, leal não só às pessoas mas também aos compromissos, (quando possível) e aquela que penso ser a minha característica mais marcante, sou um deprimido (não clinicamente).
Gosto de ver o lado negativo das situações, principalmente por duas razões:

  • Primeira, é mais interessante, simples como isso, quem não gosta de imaginar como seria um conto de fadas se acabasse mal?
  • Segunda, se der mais atenção ao lado negativo, o lado positivo torna-se mais surpreendente e interessante.
Se, por algum lapso de consciência decidires ler mais alguma coisa que se siga a esta apresentação ficas já avisado que, das duas uma, ou vais deprimir ou vais dizer-me assim"fogo, és um triste", se pensares isso eu respondo-te, "não, eu sou feliz, tenho um pai e uma mãe que trabalham e uma irmã que é uma chata do caraças, tenho uma casa e comida na mesa todos os dias, por isso supostamente não tenho motivos para me queixar." Mas eu sempre fui do contra e dado a minha idade e teimosia arranjo sempre motivos para me queixar.
Eu, como todos os seres humanos tenho paixões e as 2 maiores que tenho são, sem dúvida, as pessoas e a música.
Eu adoro as pessoas, não adoro todas, existem algumas que desprezo e sinceramente não merecem nem a água que bebem, mas as que adoro sou lhes leal, e também existem aquelas que simplesmente gosto ou aprecio, não referindo aquelas que amo porque essas são conversa para outra paragem...
A música... bem essa é uma razão para me levantar todos os dias, é, para mim, uma das sensações do mundo ouvir música num local com muita gente, é bom sentir que tenho controlo sobre mim mesmo, que posso fugir a quase qualquer momento da realidade com um simples *click, fugir para um mundo onde só existe, eu, a música e qualquer pessoa que eu queira que ocupe o meu pensamento.
Outro lado da música é, que para além de nos dar controlo sobre nós próprios também nos controla, a nós e às nossas emoções. Por exemplo, pode enfurecer-me ao ponto de partir um quarto ao som dos Rage Against The Machine, ou entristecer-me a ponto de quase chorar com a emoção nos som dos Bon Iver.
Gostava de acabar com uma citação de uma musica de Passenger que acho que se encaixa aqui bem, alías, nem me interessa se encaixa, vou apenas citá-la e acabou-se. 
"Well I would swim but the river is so wide, and I'm scared I won't make it to the other side. Well God knows I failed but he knows that I've tried. I long for something that is safe and warm, but all I have is all that is gone. And I'm as helpless and as hopeless as feather on the Clyde."
Com tecnologia do Blogger.

About me

Se, por algum lapso de consciência decidires ler mais alguma coisa que se siga a esta apresentação ficas já avisado que, das duas uma, ou vais deprimir ou vais dizer-me assim "fogo, és um triste", se pensares isso eu respondo-te, "não, eu sou feliz, tenho um pai e uma mãe que trabalham e uma irmã que é uma chata do caraças, tenho uma casa e comida na mesa todos os dias, por isso supostamente não tenho motivos para me queixar." Mas eu sempre fui do contra e dado a minha idade e teimosia arranjo sempre motivos para me queixar.