domingo, 31 de agosto de 2014

"Enquanto houver ventos e mar, a gente não vai parar"

Este é um verso do refrão da música de Jorge Palma "A Gente Vai Continuar".
Esta música fala em não nos deixarmos ficar presos pelos acontecimentos e continuar em frente porque, como diz o ditado, "não é por morrer uma andorinha que acaba a primavera".
Oh Jorge! Pensava que sabias que não é assim tão fácil, tu bem dizes "a liberdade é uma maluca que sabe o quanto vale um beijo", a liberdade sabe mas pelos vistos tu não. Por vezes esse "beijo" é um obstáculo nesta estrada que todos percorremos, um obstáculo muito difícil de contornar. No entanto por vezes é a única coisa que nos impulsiona a continuar a andar.
Não sabe bem ficar preso, é mau sentirmos-nos um tigre numa jaula, é horrível não pensar em mais nada senão naquele "beijo", e pior não pensar como contornar esse obstáculo mas pensar no que faríamos se ele não estivesse ali.
Eu li uma analogia em que o autor comparava os problemas a gravações numa árvore (tipo daquelas que os casais fazem com uma navalha), devido à forma que as árvores crescem com o tempo essas gravações não vão subir nem descer da sua posição, não se vão desviar para a direita nem para a esquerda, não vão ficar maiores nem mais pequenas, podem eventualmente ficar até mais escuras, mas cabe-nos a nós decidir a importância dessas "gravações".
Por isso Jorge, não é fácil continuar a andar quando encontramos um "beijo" no nosso caminho, mas o melhor que temos a fazer é mesmo aproveitar o melhor que pudermos desse "beijo", tirar o tempo que for preciso e quando estivermos preparados, continuar em frente porque ainda há muita estrada a percorrer e quem sabe? Um dia aquele "beijo" a que chamámos obstáculo poderá mais tarde voltar a ser um impulso a continuar a andar.
"Chega até onde tu quiseres mas goza bem a tua rota"

Psicologia Inversa

Quando disse a alguém que era um "deprimido" (repito: não clinicamente), esse alguém disse-me: "tens tudo para ser feliz, estás na melhor altura da tua vida, tens que deixar de pensar assim, aproveita".
Sem querer começar uma discussão fui obrigado a responder a isto e dizer, "eu "deprimo" por escolha, assim quando vejo o lado negativo das coisas, o lado positivo impressiona-me e surpreende-me", e tenho que admitir que não esperava que a resposta que se seguiu fosse tão boa, "então vives o dia-a-dia sem apreciar as coisas pequenas à espera que as coisas grandes te impressionem", sim tens uma certa razão até ao ponto em que te esqueces que as coisas pequenas são as melhores e mais surpreendentes, exactamente por serem pequenas.
Nós não lhes damos muito valor nem esperamos muito delas dando lhes assim oportunidade de se superarem e impressionarem, muitas vezes por factos simples como apenas mostrarem-te, estás vivo!
Coisas banais desde o nascer do sol a um simples abraço a um amigo são coisas pequenas que me surpreendem sempre que acontecem e assim posso dizer, todos os dias me surpreendo pela positiva, pelo simples facto de ver as coisas pela negativa.
Claro que às vezes me desiludo como toda a gente, é um preço, outro preço de ver as coisas pela negativa é sempre as baixas expectativas (o que leva ao chamado "sofrimento por antecipação") e pouca auto-confiança e auto-estima, mas por vezes compensa se souber medi-las.
E as coisas grandes? Para mim são raras, não são inexistentes, mas são raras. Porque? Porque damos-lhe demasiadas expectativas, mas no entanto todos querem uma chama mas ninguém se quer queimar, então prefiro tratar quase as situações como pequenas de modo a deixá-las surpreender-me.
Pequenas coisas que vão desde o pôr-do-sol na praia até uma piada estúpida que ouvimos e que até achamos piada. Coisas como aquele livro que nos trouxe as lágrimas aos olhos, aquela banda de garagem que vimos no bar no outro dia e que até tinha uns sons fixes. Desde uma tarde com amigos a uma noite com aquela pessoa...
Então da próxima vez que me perguntares "Porque é que és assim triste?", eu respondo-te sem hesitações "Eu sou triste porque isso faz me ser feliz".

Chama-me Ginja, André Ginja

Primeiro como qualquer pessoa deveria vou apresentar-me. Chamo-me André Ginja e sou um rapaz normalissimo. Sou curioso, apaixonado, leal não só às pessoas mas também aos compromissos, (quando possível) e aquela que penso ser a minha característica mais marcante, sou um deprimido (não clinicamente).
Gosto de ver o lado negativo das situações, principalmente por duas razões:

  • Primeira, é mais interessante, simples como isso, quem não gosta de imaginar como seria um conto de fadas se acabasse mal?
  • Segunda, se der mais atenção ao lado negativo, o lado positivo torna-se mais surpreendente e interessante.
Se, por algum lapso de consciência decidires ler mais alguma coisa que se siga a esta apresentação ficas já avisado que, das duas uma, ou vais deprimir ou vais dizer-me assim"fogo, és um triste", se pensares isso eu respondo-te, "não, eu sou feliz, tenho um pai e uma mãe que trabalham e uma irmã que é uma chata do caraças, tenho uma casa e comida na mesa todos os dias, por isso supostamente não tenho motivos para me queixar." Mas eu sempre fui do contra e dado a minha idade e teimosia arranjo sempre motivos para me queixar.
Eu, como todos os seres humanos tenho paixões e as 2 maiores que tenho são, sem dúvida, as pessoas e a música.
Eu adoro as pessoas, não adoro todas, existem algumas que desprezo e sinceramente não merecem nem a água que bebem, mas as que adoro sou lhes leal, e também existem aquelas que simplesmente gosto ou aprecio, não referindo aquelas que amo porque essas são conversa para outra paragem...
A música... bem essa é uma razão para me levantar todos os dias, é, para mim, uma das sensações do mundo ouvir música num local com muita gente, é bom sentir que tenho controlo sobre mim mesmo, que posso fugir a quase qualquer momento da realidade com um simples *click, fugir para um mundo onde só existe, eu, a música e qualquer pessoa que eu queira que ocupe o meu pensamento.
Outro lado da música é, que para além de nos dar controlo sobre nós próprios também nos controla, a nós e às nossas emoções. Por exemplo, pode enfurecer-me ao ponto de partir um quarto ao som dos Rage Against The Machine, ou entristecer-me a ponto de quase chorar com a emoção nos som dos Bon Iver.
Gostava de acabar com uma citação de uma musica de Passenger que acho que se encaixa aqui bem, alías, nem me interessa se encaixa, vou apenas citá-la e acabou-se. 
"Well I would swim but the river is so wide, and I'm scared I won't make it to the other side. Well God knows I failed but he knows that I've tried. I long for something that is safe and warm, but all I have is all that is gone. And I'm as helpless and as hopeless as feather on the Clyde."
Com tecnologia do Blogger.

About me

Se, por algum lapso de consciência decidires ler mais alguma coisa que se siga a esta apresentação ficas já avisado que, das duas uma, ou vais deprimir ou vais dizer-me assim "fogo, és um triste", se pensares isso eu respondo-te, "não, eu sou feliz, tenho um pai e uma mãe que trabalham e uma irmã que é uma chata do caraças, tenho uma casa e comida na mesa todos os dias, por isso supostamente não tenho motivos para me queixar." Mas eu sempre fui do contra e dado a minha idade e teimosia arranjo sempre motivos para me queixar.