sábado, 28 de fevereiro de 2015

I don't wanna know

Sabes que sempre me considerei um poeta. Não porque escreva poesia mas porque penso como um.
Um sentimentalista, romântico por excelência, lamechas (até porque estes 3 adjetivos são quase sinónimos).
Mas apesar disso (e ao contrário de ti) eu não vivo em verso, em frases pequenas e individuais.
Até porque o poeta é isso mesmo: um cabrão que não se esquece, que não anda em frente e cada um dos seus poemas tem um toque dos anteriores. .
E como uma peça de música atonal ou um quadro de Picasso o poema não se percebe assim à primeira ainda para mais quando é sobre ti.

Porque eu podia escrever a vida inteira sobre as curvas do teu corpo e o prazer obsceno e culpado, e talvez até seja isso que faço.
E a literatura são eles.
Tu e eu não, não somos poesia mas podemos muito bem ser arte.
A única arte que sei fazer.
O poeta muda tanto o poema como o poema o muda a ele.

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015

Não preciso de céu.

O céu é uma ilusão.
Criada por aqueles que tem medo de viver e
esperam pela hora da morte.
Porque esperar pelo céu, quando este se encontra na Terra?
E todos nós conhecemos o céu.
O céu está nos braços daqueles que nos abraçam muito antes de morrermos.
E isso é um céu melhor que qualquer jardim divino ou pátio celestial, para o qual vou ter que esperar para chegar...
Prefiro o céu na Terra, ao qual tenho a certeza que vou chegar, em que o contacto é real, a intimidade é verdadeira, e não há nuvens nem anjos nem Deus.
Apenas eu e quem eu quiser
E aí está o céu...

num simples abraço e em 2 pessoas...





sexta-feira, 6 de fevereiro de 2015

De: Mim

Para: O primeiro dos meus problemas


Ola! Lembras-te de mim? Aquele puto que nem beijar sabia (não que tenha ficado muito melhor a fazê-lo)?
Duvido...
Mas pronto passados 3 anos cá estou a chatear te a cabeça outra vez.
Só vim para te dizer que encontrei a tela que me deste nos anos, apesar de simples era linda.
Pensei em queima-la quando te foste embora,  mas atirei-a para um armário e lá ficou... tão perdida quanto o meu amor por ti na altura.
Éramos ingénuos, tudo o que tínhamos por mais estranho, novo e inocente que fosse, parecia que ia durar para sempre.


Porra, ainda bem que não durou.




Mas foste a primeira e, na altura, a única.
Custou-me tanto quando te foste, mas ainda bem que foste, sou muito mais feliz agora...

Se o meu mundo girou à volta de alguém foi porque tu o poste a girar...

... e por isso te agradeço...

... e por isso te esqueci...










Com tecnologia do Blogger.

About me

Se, por algum lapso de consciência decidires ler mais alguma coisa que se siga a esta apresentação ficas já avisado que, das duas uma, ou vais deprimir ou vais dizer-me assim "fogo, és um triste", se pensares isso eu respondo-te, "não, eu sou feliz, tenho um pai e uma mãe que trabalham e uma irmã que é uma chata do caraças, tenho uma casa e comida na mesa todos os dias, por isso supostamente não tenho motivos para me queixar." Mas eu sempre fui do contra e dado a minha idade e teimosia arranjo sempre motivos para me queixar.