domingo, 22 de março de 2015

Love is what you're made of

And you'll love like you've never been loved
You'll live like you were born today
Because that's life for you
And that's your life

And you'll live your life
Because you have to

And you'll hope, and scream, and smile.
And cry, and sob, and swear
And you'll be lonely

So sing everything you can
When you love

And you'll love with all of your body, heart and soul
And you'll wonder how can someone love like this
And you'll realise
Only you can love like this.

And your bones will make you
And love will break you

And you'll laugh like you've never been lonely
Only because we're lonely
And always here.
And here for always.

Always with you
Always for you
Even when I'm lonely





sábado, 14 de março de 2015

Mata-me

Mata-me como quiseres.

Mata-me a curiosidade;
Mata-me a fome;
Mata-me a vontade;
Mata-me de experiencias;
Mata-me a torto
Mata-me a direito;
Mata-me de abraços;
Mata-me de gritos;
Mata-me de beijos;
Mata-me de olhares;
Mata-me de paixão;
Mata-me de vergonha;
Mata-me de humilhação;
Mata-me de desinibição;
Mata-me de gemidos;
Mata-me de orgasmo;
Mata-me de surpresa;
Mata-me de admiração;
Mata-me de prazer...


Mas acima de tudo.

Mata-me bem


que eu sei que me consegues matar de uma vez.
Mata-me para que eu não volte;
Mata-me no fundo do poço;

A execução tua é morrer para a vida.


A vida são 3 dias e eu vendo 2 para passar um contigo.

E que nesse dia me mates, suavemente como só tu fazes.

E mata-me de amor, se puderes.




















quinta-feira, 5 de março de 2015

Eu vejo coragem
E coragem é saber
E saber é poder
E poder é querer
Querer é amar
Amar é dar
Dar é receber
Receber é sobrevalorizado
Sobrevalorizado é a vida
A vida sou eu
Eu sou tu
Tu és o que tu quiseres
O queres é o mundo
O Mundo é ordinário
Ordinária é a metáfora
A metáfora é inútil
Inútil é o poeta
Poeta é visionário
Visionário sou eu
Eu sou tu...

Boas adjetivos ficam
Infantis talvez
Apenas para quem as compreenderá









segunda-feira, 2 de março de 2015

I'll come around

(Era uma vez um ele, e uma ela. Desconhecidos um para o outro.
Independentes na sua vida, dependentes na vida do outro.
Sem suspeita ambos caminhavam para o momento que mudaria a sua vida,
Da forma mais bonita que a natureza pode oferecer:
 

      - Prazer em conhecer-te.


E nesse ele e nessa ela eles encontraram-se sem o saberem, e o amor começa ainda antes de começar.

   
      - Prazer em estar na tua companhia.


E ultimamente eles encontram-se nos lençóis porque é aí que se descobrem melhor, e se amam.
A cama partilhada é o maior desconhecido de todos mesmo quando é a nossa.

 
      - Foi um prazer estar contigo.


E um puto era o que faltava na sua vida conjunta e pseudo-independente.


     - E como lhe chamamos?
     - Sempre gostei de Bernardo.
     - Prazer em conhecer-te.


Mas o puto cresceu. "Sou um homem" - dizia ele.

Ao contrário do pai que toda a vida foi um jovem.

"Não olho para as rugas, prefiro olhar para a ausência delas" - repetia ele várias vezes.


Ninguém o sabia mas na verdade ele tinha ouvido esta frase na televisão.

Mas o puto foi se embora como todos os bons putos e como todos os homens.


     -  Foi um prazer ver-te crescer.


E a caricata relação dos nossos dois "eles" continuou. Até ao dia em que não podia mais continuar.
"Até que a morte nos separe" - disseram eles um dia. Que ingénuo da parte da morte achar que pode separar um amor assim. "Deus escreve direito por linhas tortas, mas não é mais torto que eu".

E ela chegou, eventualmente, para ambos, ele antes dela, e no seu último suspiro ele disse:


     - Foi um prazer conhecer-te.)




E ambos acordaram ao som do despertador, cada um na sua cama, separados por duas famílias distintas mas sempre desejando-se mutuamente. E continuaram desconhecidos e pseudo-independentes. Sempre acompanhados e sempre sozinhos, nunca verdadeiramente satisfeitos.

Mas felizes, sem nunca terem conhecido a felicidade.
Mas ela anda aí, à distância de um:



     - É um prazer conhecer-te...
















Com tecnologia do Blogger.

About me

Se, por algum lapso de consciência decidires ler mais alguma coisa que se siga a esta apresentação ficas já avisado que, das duas uma, ou vais deprimir ou vais dizer-me assim "fogo, és um triste", se pensares isso eu respondo-te, "não, eu sou feliz, tenho um pai e uma mãe que trabalham e uma irmã que é uma chata do caraças, tenho uma casa e comida na mesa todos os dias, por isso supostamente não tenho motivos para me queixar." Mas eu sempre fui do contra e dado a minha idade e teimosia arranjo sempre motivos para me queixar.