segunda-feira, 30 de novembro de 2015

Adeus, meu amigo

Para o meu pseudo-bigode, que me acompanhou desde o início do mês, e nunca chegou ao auge do seu potencial. Obrigado por tudo.

Nem sei como dizer isto. Este é um adeus temporário, isso te garanto, mas de momento não posso mais. Algumas amizades tem que ser destruídas para testar a sua resiliência ao teste do tempo. É o caso da nossa meu caro.
No inicio a nossa amizade era pouco mais que superficial, uma coisa estética para mostrar ao mundo que, também eu, fazia parte da grande moda mundial que era o #movember, mas tão depressa se tornou mais que isso.
Foste parte de mim, estiveste sempre comigo, não interessa o que eu dissesse estavas sempre por cima das minhas palavras.
Quem diria que eu tinha um amigo mesmo por baixo do meu nariz?
Acredita que não foi fácil aturar te, comichoso e irritante como por vezes eras, necessitado e pedinchas de cuidados continuados.
Eras um ser incompleto, defeituoso, ou talvez fosses apenas imaturo, não eras robusto como muitos dos teus irmãos que vejo andar com outras pessoas. Eras como eras e cheguei a ser gozado por andar contigo, perdoa-me por dizer isto mas cheguei a pensar deixar-te muito mais cedo... Sim eu sei, desculpa-me, mas a verdade é que por vezes achei que não valias a pena as bocas e os risos.
Mas em todos os teus defeitos, tinhas as tuas qualidades, completavas-me, eras proporcional em todos os aspectos e eras adaptável. Eras doce e meigo, e parte de ti vai sempre crescer em mim.

Meu Deus como vou ter saudades tuas...

Tive que te deixar ir, para o bem de ambos, preciso de ver outras coisas, experimentar coisas novas, espero que compreendas.
Não é um adeus definitivo, terás sempre um lugar especial no meu corpo e no meu coração.
Que o destino nos aproxime enquanto nos separa.
Obrigado por tudo e até já, companheiro.


Do teu amigo, hoje, agora e sempre.

André Ginja.









terça-feira, 17 de novembro de 2015

Keep your head up...


As vezes é só o que é preciso. Ser orgulhoso por uma vez, abdicar da humildade que tanto me caracteriza e dizer: "eu sou mais importante".
Eu tentei abraçar a escuridão, mas é impossível respirar submerso. Eu já não sou eu. Eu não sou ninguém. Eu sou toda a gente.
Sou tu, que me marcaste de alguma forma na minha insignificante existência. Ou tu, que me disseste a palavra certa na altura certa. Eu nem sequer sou o mesmo "eu" que era ontem.

Keep your heart strong...

E as cicatrizes que vêm com o ser? Essas ficam. São marcas de guerra. Marcas de um mártir. Um mártir na batalha da vida. 100% das pessoas que vivem, morrem (conclusão do século...).
E passo o tempo a observar, e a observar me, deixo me levar pelo aborrecimento diário e rotineiro da procura pessoal de adolescente, borbulhento, triste e convicto que é um Homem feito.
E passo o tempo a esperar que a força da maré me faça um Homem.

Keep your mind set...

Enquanto espero, vivo. Convivo. Amo. Odeio. Faço o que quiser fazer. Vou até onde quiser. Faço amor com os meus sentidos. Conheço me. Conheço os outros. Conheço quem quero conhecer.
Sou um puto que quer o mundo antes de ser um homem. Que mal tem isso? Posso sonhar? Sonho tanto. Ja dizia António Gedeão: "o sonho comanda a vida". Neste mundo já não cabem todos os meus sonhos. Os sonhos que me fazem, e desfazem. Se nós aceitarmos qualquer coisa abaixo do sonho, de que serve sonhar?


... and your hair long





sábado, 14 de novembro de 2015

Fado da mulher apaixonada

Eras o meu homem. Sim, meu. Com todas as letras? M. E. U...
É tão bom quando podemos chamar algo de nosso. Especialmente quando esse algo tem voz grossa e beija tão bem.
Sabes porque é tão dificil deixar te ir?
Porque eras o meu melhor amigo. Antes de qualquer outra coisa. Antes de amante, antes de confidente, antes de seres o meu mundo, eras o meu melhor amigo.
Desempenhaste o papel na perfeição, nisso não me queixo.
Mas explica-me qual foi o momento em que deixaste de me conhecer? Qual foi o momento em que me tornei apenas mais uma cara no cenário da tua vida? Um grão de areia? Uma... sei lá...
Custa-me olhar-te e que não me olhes de volta, custa-me ouvir te falar na tua namorada (ainda bem que estás feliz, mas eu tenho o direito a queixar-me).
Mas que podiamos nós ter feito? Podiamos ter fugido à lá Lolita. Imagino-me de flor na orelha e vestido sensual e tu ao volante a esforçar-te por fazer a difícil decisão de dividir o olhar entre mim e a estrada. Para onde? Não sei, a resposta clássica seria: "para onde o vento nos levar." Mas eu iria contigo até onde tu quisesses.
A parte mais gira? Estragamos tudo numa noite.
Estavamos tão atraídos, eu amava-te, e o meu instinto de mulher sabia o que queria. Queria-te a ti. Era a verdade nua e dura. Tal como te queria a ti.
Eramos lâminas nos pulsos. Se estavamos longe queriamo-nos e magoávamo-nos, se estavamos perto tinhamos medo.
Estavamos a oceanos de distância, mesmo que estivessemos abraçados. Talvez tu fosses isso mesmo. Um oceano. Grande, vasto, misterioso e bonito. E eu uma pedra no fundo desse oceano. As tuas marés moviam me, e eu seguia-te para todo o lado. E estavamos vivos, estavamos em sintonia, estavamos alí...
E se estivemos... estive como nunca estive. Estive com quem queria estar. Estive como queria estar. E estive tão bem.
Admite que fomos felizes. Fomos felizes nas noites que nos separaram, que por coincidência foram aquelas que nos juntaram. Fomos felizes no constrangimento e na culpa, no facto de sabermos que tinhamos medo com razão, que apesar dos batimentos sincronizados e das promessas de espera por medo da solidão, do facto de querermos estar alí e acima de tudo de estarmos apaixonados, loucamente, no amor mais piroso e lamechas que a humanidade ja viu (qual Romeo e Julieta ou Bonnie e Clyde?), o coração que nos juntou debaixo das velhas estrelas é o mesmo que nos impede de lá ficar, não podemos por gostarmos demais um do outro.
Nem 8 nem 80. É o amor perfeito, das duas uma, ou nos amamos demais ou não nos amamos de todo.
E seguimos cada um a nossa estrada, a tua ornamentada com grãos de café, borrões de tinta e conchas e a minha com a memória do teu sorriso de todas as noites que passaste comigo.




"La la la la la la la la lovely as you are my dear"


quarta-feira, 4 de novembro de 2015

Chora comigo, e eu chorarei contigo.

Chora comigo e eu juro que dar-te-ei o meu ombro e chorarei também. Depois chorarei por ti e levantar-te-ei.
Sorri e eu vou sorrir contigo. Fala e eu vou ouvir, com todas as palavras, chateia-me com o que te apoquenta e eu nunca me fartarei. Pede-me e eu nunca te deixarei sozinho, ou não me peças e abraça-me logo. 

Não sou Deus, nem finjo que sou, não posso resolver os teus problemas. Posso enfrentá-los contigo. Vamos em frente! Não há muro que nos pare, nem vento que nos derrube.
O mundo é um pátio e nós fazemos dele o nosso recreio.

É bonito, é nosso. É grande e cheio de coisas,
E num mundo tão grande, quão pequenos parecem os teus problemas?

Sofres agora com eles, e sofrerás sempre, sofrer é sinal de vida.
O maior problema das pessoas que sofrem é achar que podem fazer tudo sozinhas.
E o maior problema das pessoas que não sofrem é talvez não terem vivido o suficiente.


Com tecnologia do Blogger.

About me

Se, por algum lapso de consciência decidires ler mais alguma coisa que se siga a esta apresentação ficas já avisado que, das duas uma, ou vais deprimir ou vais dizer-me assim "fogo, és um triste", se pensares isso eu respondo-te, "não, eu sou feliz, tenho um pai e uma mãe que trabalham e uma irmã que é uma chata do caraças, tenho uma casa e comida na mesa todos os dias, por isso supostamente não tenho motivos para me queixar." Mas eu sempre fui do contra e dado a minha idade e teimosia arranjo sempre motivos para me queixar.